O Tecnólogo em Gestão de Turismo habilitado pelo Curso Superior de Tecnologia
em Gestão de Turismo do IF Sudeste MG – Campus Barbacena terá uma formação
profissional que o torne um vetor de contribuição capaz de compreender a
importância do desenvolvimento da atividade turística nas sociedades atuais e
futuras não só em termos econômicos, mas também nas questões ambientais,
sociais e culturais, especialmente no que tange ao desenvolvimento e à oferta de
produtos e serviços sustentáveis, coerentes com a capacidade de oferta das
destinações turísticas e das comunidades locais inseridas nesta atividade. Terá uma
formação direcionada e experienciada através da aplicação de
conhecimentos/atividades teórico-práticos nas áreas de gestão de empresas
turísticas, planejamento e execução, agenciamento, transportes e marketing
aplicado, alicerçada numa base humanística e uma visão global/holística que
possibilite compreender o meio social em seus aspectos político, econômico, cultural
e ambiental, capaz de atuar de forma polivalente, contextualizada e competente.
Especificamente o curso desenvolverá competência profissional, habilidades e
atitudes comportamentais, tais como: I - Planejar, gerenciar e operar: a) agências de
viagens e operadoras de turismo receptivo e emissivo; b) empresas de transporte
turístico; c) negócios e serviços turísticos; d) marketing e vendas de produtos e
serviços turísticos. II - Conhecer, interpretar e aplicar: a) legislação turística,
legislação ambiental e código de defesa do consumidor; b) políticas públicas de
turismo; c) códigos, siglas e sinais usados na comunicação turística; d) pesquisas,
sondagens e indicadores socioeconômicos. III - Integrar, atuar e liderar: a) equipes
multidisciplinares; b) planos, programas e projetos relacionados ao patrimônio
natural, histórico e cultural. IV – Utilizar: a) técnicas de elaboração de programas,
roteiros e itinerários; b) modelos matemáticos de avaliação de gestão econômica e
financeira.
A metodologia adotada busca favorecer a constante relação entre a teoria e a
prática, através da simulação de situações reais de trabalho por meio de oficinas,
laboratórios de aprendizagem, estudos de casos, simulações/dramatizações, visitas
técnicas, participação em eventos da área, palestras de profissionais consolidados,
projetos de pesquisa e extensão curricularizados ou não aplicados aos contextos
locais da região onde o curso se desenvolve. Dentro desse espectro, a matriz
curricular contempla uma sequência lógica de disciplinas de caráter obrigatório
visando desenvolver o espírito científico e reflexivo do discente em consonância com
seus conhecimentos prévios, sua autonomia e necessidades específicas, assim
como seus diferentes perfis e ritmos de aprendizagem. Ademais, as disciplinas
optativas são utilizadas para permitir certa flexibilização na formação dos lunos e a
proposta de trabalho de conclusão de curso permite ao discente escolher entre três
formatos diferentes, conforme suas aptidões, como se encontra detalhado no
Regulamento de Trabalho de Conclusão de Curso. Como forma de promover a
contextualização do conhecimento, busca-se promover a interdisciplinaridade por
meio do desenvolvimento de projetos profissionais integrados que envolvam várias
disciplinas e permitam ao aluno um maior contato com situações do mundo do
trabalho, além das experiências vivenciadas nos estágios obrigatórios. Somados aos
projetos profissionais integrados, outras técnicas podem ser aplicadas pelos
docentes em reuniões conjuntas periódicas para discussão e socialização dos
planos de ensino das diferentes disciplinas. Busca-se que o planejamento das
atividades em sala deverá incluir propostas em que os alunos sejam protagonistas
na resolução de situações -problemas, permitindo a criação de espaços de troca
compartilhados entre docentes e discentes para discussão e busca de soluções
conjuntas para os desafios apresentados. A busca de parcerias com empresas
envolvidas na área de atuação do curso é também considerada fundamental para
que as necessidades reais do mundo do trabalho sejam trazidas para o contexto da
sala de aula.
Na avaliação do MEC, ocorrida em 2025, o Curso adquiriu nota 4, em uma
gradação que vai de 1 a 5.
O Projeto Pedagógico do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo é o
referencial. Nele são traçadas as diretrizes, características e estratégias com vistas
à qualidade e à excelência na formação do profissional. Ele tem função política
dentro da instituição. Por meio dele são articuladas as relações institucionais e
sociais no universo acadêmico, propiciando a valorização profissional e social do
egresso na sociedade. Para que o processo ensino-aprendizagem ocorra de forma a
alcançar esses objetivos, o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) é objeto de
avaliação contínua com o propósito de rever metas e ações propostas. Esse
processo de avaliação ocorre continuamente nas reuniões pedagógicas, nas
reuniões de colegiado do curso e, especialmente, por meio da autoavaliação
institucional. A avaliação do projeto, segundo orientações do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (SINAES), é parte integrante da 1ª dimensão, que
avalia a missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional e seus reflexos na
formação do aluno, na qualidade do PPC e no seu cumprimento para formar o
profissional competente. Essa avaliação se dá de forma participativa, coletiva, livre
de ameaças, crítica e transformadora dos sujeitos envolvidos e de toda a instituição.
Entendida como processo permanente, a avaliação vem sendo utilizada como
instrumento de identificação de problemas, para corrigir erros e para introduzir
mudanças que signifiquem uma melhoria imediata da qualidade do ensino e da
instituição como um todo. A avaliação está, portanto, vinculada à qualidade e assim
exige que alunos, professores, funcionários técnico-administrativos, ex-alunos e
representantes da comunidade local informem sobre a relevância do ensino e a
adequação do mesmo ao mercado de trabalho, sobre as ações direcionadas para a
pesquisa e a extensão, sobre a responsabilidade social e a infraestrutura do IF
Sudeste MG - campus Barbacena. Os Princípios da Avaliação que cabem ao curso
são: globalidade, legitimidade, impessoalidade, respeito à identidade institucional e
suas características próprias, continuidade e regularidade, disposição para a
mudança. A metodologia ocorre em cinco momentos: a) Avaliação do docente por
disciplina (semestralmente, envolvendo coordenadores, docentes e discentes); b)
Avaliação Institucional; c) Avaliação com os egressos; d) Avaliação externa. A
Avaliação Institucional geral ocorre anualmente, envolvendo todos os segmentos:
discentes, docentes, coordenadores, diretores, funcionários técnico administrativos,
egressos do curso, representante da sociedade civil organizada. A avaliação
institucional é de responsabilidade da Comissão Própria de Avaliação (CPA),
composta por membros da comunidade acadêmica e da sociedade civil organizada,
formando um colegiado. Tem o objetivo de planejar e executar a avaliação
institucional no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior
(SINAES), estabelecido pela Lei 10.861, de 14 de abril de 2004 (BRASIL, 2004).